Como funciona

Plano de saúde para crianças em Curitiba: como incluir o bebê e o filho

Como colocar o bebê e os filhos no plano de saúde, o que muda na carência, o que o plano cobre na infância e quais hospitais infantis de Curitiba conferir antes de contratar.

Plano de saúde para crianças em Curitiba: como incluir o bebê e o filho

Quando a família cresce, o plano de saúde das crianças entra logo na lista de prioridades. E faz sentido: nos primeiros anos, consultas com pediatra, exames e idas ao pronto-atendimento são frequentes. A boa notícia é que existem regras da ANS que facilitam a entrada dos filhos no plano, principalmente para bebês. Veja como funciona.

Criança pode ter plano de saúde sozinha?

Pode. A criança pode entrar no plano de duas formas:

  • Como dependente do pai, da mãe ou do responsável que já tem plano. É o caminho mais comum e, em geral, o mais simples.
  • Como titular de um plano próprio, com um adulto como responsável financeiro. É útil quando os pais já têm plano pela empresa e querem um plano separado para o filho, ou quando só a criança vai ter plano.

Nem toda operadora vende plano individual só para criança, e algumas pedem que um adulto também faça parte do contrato. Por isso vale comparar as regras de cada uma antes de decidir.

Como incluir o recém-nascido

Essa é a regra mais importante para quem acabou de ter um bebê. Se a mãe ou o pai tem plano com obstetrícia, o recém-nascido é atendido pelo plano do titular nos primeiros 30 dias de vida, mesmo antes de ser incluído.

Para continuar com cobertura, o bebê precisa ser incluído como dependente em até 30 dias depois do nascimento:

  • Se o titular já cumpriu 180 dias de plano, o bebê entra sem nenhuma carência.
  • Se ainda não cumpriu, o bebê aproveita as carências que faltam para o titular.
  • Passados os 30 dias, o bebê só entra como beneficiário novo, com carência normal.

Na prática, providencie a certidão de nascimento e peça a inclusão logo nas primeiras semanas. Explicamos as regras da gestação e do parto em detalhe no guia de plano de saúde para gestante.

Filho adotivo

A Lei dos Planos de Saúde (Lei 9.656/98) garante que o filho adotivo menor de 12 anos seja incluído no plano aproveitando as carências já cumpridas pelo pai ou pela mãe que adotou. E, como qualquer pessoa, a criança não pode ser recusada pelo plano por causa de uma doença que já tenha. Para evitar dúvidas, faça a inclusão assim que tiver os documentos da adoção ou da guarda.

Incluir o filho depois: como fica a carência

Se o filho não entrou nos primeiros 30 dias, ele ainda pode ser incluído a qualquer momento, mas cumprindo as carências normais. Os prazos máximos da ANS são:

AtendimentoCarência máxima
Urgência e emergência24 horas
Consultas e exames simplesaté 180 dias
Internações e cirurgiasaté 180 dias
Doenças e lesões preexistentes (CPT)até 24 meses

Muitas operadoras cobram prazos menores, principalmente para consultas e exames. Veja todos os detalhes no guia de carência de plano de saúde.

Outro ponto: cada operadora define até que idade o filho pode continuar como dependente. É comum o limite ficar entre 21 e 24 anos, às vezes com a exigência de estar na faculdade. Confira essa regra no contrato para não ser pego de surpresa.

O que o plano cobre na infância

O plano da criança segue o mesmo Rol de Procedimentos da ANS dos adultos. Num plano completo (ambulatorial e hospitalar), isso inclui:

  • Consultas com pediatra e com especialistas, sem limite de quantidade por ano.
  • Exames de laboratório e de imagem pedidos pelo médico.
  • Pronto-atendimento e emergência.
  • Internação, inclusive em UTI pediátrica e neonatal, e cirurgias.
  • Terapias previstas no Rol, como fonoaudiologia, psicologia e terapia ocupacional, conforme a indicação médica.

As vacinas do calendário infantil não fazem parte da cobertura obrigatória dos planos. Elas são oferecidas de graça nas unidades de saúde do SUS, e algumas operadoras têm parcerias ou descontos em clínicas de vacinação.

Hospitais infantis em Curitiba

Com criança, o mais importante é ter um pronto-atendimento pediátrico de confiança perto de casa. Em Curitiba, alguns nomes que as famílias costumam procurar são:

Cada operadora e cada linha de plano tem uma rede diferente. Antes de contratar, confira na nossa lista de hospitais de Curitiba quais planos atendem os hospitais que você quer.

Quanto custa o plano para criança

A faixa de 0 a 18 anos é a mais barata da tabela de qualquer plano, porque é a primeira das 10 faixas etárias da ANS. O valor final depende da operadora, da rede, da acomodação (enfermaria ou apartamento) e de ter ou não coparticipação. Veja o que mais pesa no preço no nosso guia quanto custa um plano de saúde em Curitiba.

Para crianças pequenas, que vão bastante ao pediatra, vale fazer as contas da coparticipação: a mensalidade é menor, mas cada consulta e exame gera uma cobrança. Explicamos como comparar no guia de coparticipação.

Dica de corretor

Se você tem CNPJ, inclusive MEI, colocar a família toda num plano empresarial costuma sair mais barato que planos individuais separados. E, na hora de escolher, não olhe só o preço: veja qual pronto-atendimento pediátrico fica mais perto da sua casa e se ele está na rede. Numa febre de madrugada, é isso que faz diferença.

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Dúvidas frequentes

Perguntas sobre o tema

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Não, se for incluído como dependente em até 30 dias depois do nascimento e o titular tiver plano com obstetrícia. Se o titular já cumpriu 180 dias, o bebê entra sem carência. Se não, aproveita as carências que faltam para o titular.
Sim. A criança pode ser titular de um plano próprio, com um adulto como responsável financeiro. Nem toda operadora oferece essa opção, então vale comparar antes.
Não é obrigatório. As vacinas do calendário infantil não fazem parte da cobertura mínima da ANS e são oferecidas de graça pelo SUS. Algumas operadoras têm descontos em clínicas de vacinação.
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