O boleto chegou e o valor do plano de saúde subiu de novo. Para muita gente em Curitiba, o plano virou uma das maiores contas do mês, e a primeira reação é pensar em cancelar.
Cancelar costuma ser o pior caminho. Ao sair do plano, você perde as carências já cumpridas e fica sem cobertura justamente quando pode precisar. Na maioria dos casos, existe uma forma de reduzir o valor mantendo a proteção.
Por que o plano de saúde ficou mais caro?
Existem dois tipos de reajuste, e entender qual deles aconteceu no seu plano é o primeiro passo. Explicamos os dois em detalhe no artigo sobre reajuste do plano de saúde.
Reajuste anual
Acontece uma vez por ano, no aniversário do contrato:
- Plano individual ou familiar: o percentual máximo é definido pela ANS todos os anos;
- Plano coletivo empresarial (inclusive MEI e PME): o reajuste é negociado entre a operadora e a empresa. Pela regra da ANS, contratos com até 29 vidas são agrupados dentro de cada operadora e recebem um mesmo percentual;
- Plano coletivo por adesão (contratado por meio de associação ou entidade de classe): o reajuste também é negociado, entre a operadora e a administradora, sem o teto aplicado aos individuais.
É por isso que muitas pessoas com planos coletivos recebem reajustes bem acima do percentual divulgado pela ANS para os planos individuais.
Reajuste por faixa etária
Acontece quando o beneficiário muda de faixa de idade. Nos contratos assinados a partir de 2004, as faixas vão até os 59 anos, e o valor da última faixa não pode ser mais de seis vezes o valor da primeira. Contratos mais antigos podem ter outras faixas, então vale conferir o seu. Para quem tem 60 anos ou mais, o Estatuto da Pessoa Idosa proíbe reajuste apenas por mudança de idade.
Quando o reajuste pode ser questionado
Nem todo aumento alto é irregular, mas você tem direito a entender o cálculo. Vale desconfiar quando:
- O percentual não aparece de forma clara no boleto ou no comunicado;
- O reajuste por faixa etária não bate com a tabela do contrato;
- A operadora aplicou reajuste por idade depois dos 60 anos;
- O reajuste do coletivo veio sem nenhuma explicação sobre o cálculo.
Nesses casos, o caminho é pedir à operadora (ou à administradora, no plano por adesão) o extrato com a memória de cálculo do reajuste. Se a resposta não resolver, é possível registrar reclamação na ANS ou no Procon. Em situações mais complexas, um advogado especializado pode avaliar o caso.
7 formas de pagar menos sem ficar sem plano
1. Fazer a portabilidade para um plano mais barato
A portabilidade de carências permite trocar de plano, inclusive de operadora, sem cumprir carências de novo, desde que você atenda aos requisitos da ANS (tempo mínimo no plano atual, plano compatível, mensalidades em dia). Veja o passo a passo no guia de portabilidade de carências ou, para quem tem mais de 60 anos, no de portabilidade para idosos.
2. Migrar para um plano pelo CNPJ
Se você tem MEI ou empresa, o plano empresarial costuma ter mensalidade menor que o individual ou o plano por adesão. É possível incluir cônjuge e filhos, e algumas operadoras aceitam pais e sogros. Saiba mais no guia de plano de saúde MEI em Curitiba. Antes de trocar, avalie também os riscos do plano empresarial, como o reajuste negociado.
3. Trocar apartamento por enfermaria
A acomodação é um dos itens que mais pesam no preço. Quem usa pouco a internação pode economizar trocando o quarto privativo pelo coletivo, mantendo a mesma rede de consultas e exames. Veja as diferenças em enfermaria ou apartamento.
4. Reduzir a abrangência
Se você quase não sai de Curitiba e região, pagar por cobertura nacional pode não fazer sentido. Planos regionais ou estaduais costumam ser mais baratos. Só lembre que a cobertura vale dentro da área de abrangência do contrato: atendimentos fora dela, mesmo de urgência, dependem do que o contrato prevê. Mais detalhes em plano regional ou nacional.
5. Considerar coparticipação
Planos com coparticipação têm mensalidade menor, e você paga uma parte de cada consulta ou exame. Para quem usa pouco, a economia é real. Para quem faz tratamento contínuo, faça a conta antes.
6. Escolher uma rede mais enxuta
Alguns planos têm rede credenciada menor, mas com bons hospitais e laboratórios em Curitiba. Se os lugares que você usa estão na rede, a economia pode ser grande sem diferença no dia a dia. Confira na lista de hospitais de Curitiba e os planos que atendem.
7. Revisar quem está no plano
Às vezes, reorganizar o contrato muda o valor: um filho que já tem plano pela empresa, um dependente que pode entrar em outro contrato, ou um familiar que ficaria melhor em um plano separado. Cada caso precisa ser analisado com cuidado.
Erros que fazem você pagar mais caro depois
- Cancelar o plano antes de ter outro aprovado: você perde carências e pode ficar sem cobertura;
- Escolher só pelo menor preço: um plano barato com reajuste alto no ano seguinte pode sair caro;
- Não olhar a rede: economizar e descobrir depois que o seu médico ou hospital não atende;
- Deixar de pagar a mensalidade esperando resolver: o atraso pode levar ao cancelamento e impede a portabilidade.
Como a ArauCor ajuda
- Analisamos o seu contrato atual e o tipo de reajuste aplicado;
- Verificamos se você pode fazer portabilidade e para quais planos;
- Comparamos várias operadoras com rede em Curitiba, mostrando o que muda de preço, rede, coparticipação e acomodação;
- Avaliamos se o plano pelo CNPJ é vantajoso para a sua família;
- Cuidamos da documentação e da troca, para você não ficar nenhum dia sem cobertura.
A análise é gratuita. Mande o seu boleto pelo WhatsApp com o nome do plano e as idades das pessoas, e a gente mostra quanto dá para economizar.
As informações deste artigo seguem as regras da ANS vigentes na data de publicação. Condições comerciais variam por operadora. Este conteúdo não substitui orientação jurídica.



