Empresarial

Plano de saúde para pequenos comércios em Curitiba: lojas, padarias e restaurantes

Como o dono de loja, padaria ou restaurante em Curitiba contrata plano de saúde pelo CNPJ, com quantas vidas, quem pode entrar e como pagar menos.

Dono de loja atendendo uma cliente no balcão

Quem tem loja, padaria, mercadinho, lanchonete ou restaurante em Curitiba vive a mesma situação: trabalha muitas horas, não pode parar e, quando precisa de médico, acaba na fila do pronto-atendimento. Muitos donos de comércio também ouvem dos funcionários a mesma pergunta: "a gente vai ter plano de saúde?". A boa notícia é que o pequeno comércio já tem acesso ao plano empresarial, mesmo com poucas pessoas. Neste artigo eu explico como funciona, quem pode entrar e o que conferir antes de fechar.

Por que o CNPJ do comércio faz diferença

O plano de saúde contratado pelo CNPJ é um plano coletivo empresarial. Na prática, ele costuma ter mensalidade menor e mais opções de rede do que o plano individual no CPF, que hoje poucas operadoras ainda vendem em Curitiba. Para o dono do comércio, isso significa poder colocar a si mesmo, a família e a equipe num contrato só.

Vale para quase todo tipo de negócio: loja de roupas, farmácia de bairro, oficina, pet shop, padaria, açougue, restaurante, salão. O que importa é ter um CNPJ ativo e em dia. Até o MEI entra, e eu explico os detalhes no guia de plano de saúde para MEI.

Quantas pessoas precisa ter

Muita gente acha que precisa de 10 ou 20 funcionários. Não precisa. Em Curitiba, algumas operadoras aceitam contrato a partir de 2 vidas e outras pedem 3. Veja o resumo das regras que eu uso nas cotações:

OperadoraMínimo de vidasObservação
Amil2MEI precisa ter pelo menos 6 meses de CNPJ
Clinipam Hapvida2Carência de 24 horas para consultas e exames simples
Nossa Saúde2Tabela PME de 2 a 29 vidas
Paraná Clínicas3Aceita MEI
SulAmérica3PME de 3 a 29 vidas, cobertura nacional
Bradesco Saúde3De 3 a 29 vidas

Para Unimed Curitiba e MedSênior, o mínimo depende da tabela vigente, e eu confirmo na hora da cotação. Se o seu comércio tem só você e o cônjuge, o guia de plano empresarial com 2 vidas mostra um exemplo de preço.

Quem pode entrar no plano do comércio

O contrato empresarial tem titulares ligados à empresa e os dependentes deles. Num comércio pequeno, os titulares costumam ser:

  • Sócios que aparecem no contrato social;
  • O MEI, quando a empresa é MEI;
  • Funcionários registrados em carteira.

Os dependentes mais aceitos são cônjuge ou companheiro e filhos. Cada operadora tem a sua lista e pede documentos que comprovem o vínculo. Freelancer, diarista sem registro ou parente que só ajuda no balcão de vez em quando normalmente não entram como titular. Antes de mandar a proposta, eu confiro se cada pessoa se encaixa na regra da operadora escolhida.

Plano como benefício para a equipe

No comércio, a rotatividade costuma ser alta. Oferecer plano de saúde ajuda a segurar quem é bom de serviço e a atrair gente melhor quando abre uma vaga. Não precisa ser o plano mais caro: muitos comerciantes começam com uma linha de entrada, em enfermaria e com coparticipação, e melhoram depois.

Também dá para dividir o custo. Algumas empresas pagam o titular e o funcionário paga os dependentes; outras pagam uma parte da mensalidade de todos. Essa divisão precisa ser combinada com clareza e registrada, para não virar problema depois. Eu explico as formas mais usadas no artigo sobre como oferecer plano de saúde para funcionários.

Como pagar menos sem ficar mal atendido

O dono de comércio olha cada centavo, e com razão. Estas são as escolhas que mais mexem no preço:

  1. Enfermaria em vez de apartamento: a rede de consultas e exames costuma ser a mesma; muda o quarto em caso de internação.
  2. Coparticipação: baixa a mensalidade, mas cada consulta e exame tem um valor a pagar. Funciona bem para equipe jovem que usa pouco.
  3. Rede regional: se todo mundo mora e trabalha em Curitiba e região, não faz sentido pagar por cobertura nacional.
  4. Rede própria: operadoras com clínicas e hospitais próprios costumam ter preço mais baixo. Vale ver se há unidade perto do comércio ou da casa dos funcionários.
  5. Hospital que não pode faltar: se existe um hospital importante para você, escolha a partir dele. Dá para ver quais planos atendem em cada um na página de hospitais de Curitiba.

Cuidados antes de assinar

  • CNPJ em dia: o plano depende do CNPJ ativo. No MEI, as guias precisam estar pagas.
  • Tempo de abertura: algumas operadoras pedem tempo mínimo de CNPJ. Na Amil, o MEI precisa ter pelo menos 6 meses.
  • Mínimo de vidas: se alguém sair e o contrato ficar abaixo do mínimo, pergunte antes qual é a regra da operadora.
  • Reajuste: contratos pequenos costumam ter reajuste anual calculado junto com outras empresas pequenas da operadora. Não é o mesmo índice do plano individual. Veja como funciona o reajuste do plano de saúde.
  • Carência: com poucas vidas, normalmente há carência. Quem vem de outro plano pode ter redução de carência, conforme a operadora. Entenda os prazos no guia de carência.
  • Funcionário que sai: quando alguém é desligado, o comércio precisa avisar a operadora para excluir a pessoa e parar de pagar por ela.

Como eu ajudo o seu comércio

Sou corretor em Curitiba e atendo comércios de todos os tamanhos, do MEI que quer colocar a esposa no plano até a loja com 15 funcionários. Eu comparo as operadoras que aceitam o seu número de vidas, mostro o valor de cada uma lado a lado e explico a diferença de rede, carência e coparticipação. Depois da assinatura, continuo acompanhando: inclusão de funcionário novo, exclusão de quem saiu e dúvidas sobre o uso do plano.

Para a cotação, me mande pelo WhatsApp (41) 98405-1002: o tipo de CNPJ (MEI ou outro), quantas pessoas vão entrar, as idades e o bairro do comércio. Se preferir, preencha o formulário de cotação para empresas. A cotação é gratuita e sem compromisso.

As informações seguem as regras da ANS vigentes. Condições comerciais, mínimo de vidas e documentos variam por operadora e podem mudar.

Miguel Pedroso
Quem escreveuMiguel Pedroso

Corretor de planos de saúde em Curitiba e sócio da Bravence Corretora (SUSEP 262185705). Atendo Curitiba e toda a região metropolitana, comparando as operadoras para indicar o plano certo para o seu caso.

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Dúvidas frequentes

Perguntas sobre o tema

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Sim. Com CNPJ ativo, inclusive MEI, o comércio pode contratar plano empresarial. Em Curitiba, algumas operadoras aceitam a partir de 2 vidas e outras a partir de 3.
Sócios, o MEI e funcionários registrados como titulares, além dos dependentes aceitos pela operadora, normalmente cônjuge ou companheiro e filhos.
Na maioria dos casos, sim. O plano empresarial costuma ter mensalidade menor e mais opções de rede. A contrapartida é manter o CNPJ em dia e entender que o reajuste segue outra regra.
Não. A empresa pode pagar tudo ou só uma parte, por exemplo o titular, enquanto o funcionário paga os dependentes. O ideal é combinar e registrar essa divisão.
Com poucas vidas, normalmente há carência. Quem vem de outro plano pode ter redução de carência, conforme a regra de cada operadora.
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